Setor dos táxis em Portugal: factos, estatísticas e tendências
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Setor dos táxis em Portugal: factos, estatísticas e tendências

O setor dos táxis é uma componente importante da mobilidade em Portugal, sobretudo nas cidades, nas ligações a estações e aeroportos e nas zonas com maior atividade turística. Integra um ecossistema mais amplo, formado por taxistas, operadores TVDE, centrais de táxi, cooperativas, frotas, sistemas de gestão de corridas e plataformas digitais.

Nos últimos anos, o setor tem sido marcado por várias mudanças, da regulamentação às reservas online, passando pelos pagamentos digitais e pela transição para veículos mais eficientes. As expectativas dos passageiros também estão a evoluir, tornando cada vez mais importantes a comodidade, a rapidez e a flexibilidade do serviço. 

Estes são alguns dos principais dados, regras e tendências a acompanhar no setor dos táxis em Portugal.

O setor dos táxis em Portugal: uma visão geral

Em Portugal, o serviço de táxi enquadra-se no regime jurídico do serviço público de transporte de passageiros em táxi, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 101/2023, de 31 de outubro. Este diploma define o quadro geral da atividade, incluindo regras de acesso, exercício da atividade, organização do mercado e competências das autoridades de transporte.

No mesmo ecossistema de mobilidade, mas com um enquadramento próprio, estão os serviços TVDE, regulados pela Lei n.º 45/2018, de 10 de agosto. A sigla designa o transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma eletrónica.

A distinção é importante também do ponto de vista operacional. O táxi é um serviço público regulado, com regras próprias de licenciamento, organização e funcionamento. O TVDE, por sua vez, depende da intermediação de uma plataforma eletrónica e segue um regime específico para operadores, motoristas, veículos e plataformas.

Esta estrutura ajuda a compreender um setor que hoje já não é formado apenas por motoristas individuais. Inclui também centrais de táxi, cooperativas, pequenas frotas, plataformas digitais, sistemas de gestão de corridas e soluções tecnológicas para reservas, pagamentos e acompanhamento do serviço.

Qual é a dimensão do setor dos táxis e TVDE em Portugal?

Qual é a dimensão do setor dos táxis e TVDE em Portugal?

Segundo o Anuário Estatístico da Mobilidade e dos Transportes 2024, do IMT, existiam 9.031 empresas licenciadas para o transporte em táxi até 2024, em valores acumulados. O mesmo relatório indica 17.903 motoristas de táxi em 2024, ligeiramente acima dos 17.846 registados em 2023, mas ainda abaixo dos 26.984 registados em 2020.

No segmento TVDE, o IMT indicava 21.053 operadores TVDE licenciados em 2024 e 13 operadores de plataformas eletrónicas. Estes números não devem ser somados diretamente aos do táxi, porque dizem respeito a regimes, modelos de atividade e formas de prestação de serviço diferentes.

A dimensão do setor também varia muito consoante o território. Nas grandes áreas urbanas, nos aeroportos, nas estações e nas zonas turísticas, a procura tende a ser mais concentrada. Em municípios mais pequenos, o serviço pode depender mais das deslocações locais, da oferta disponível e das regras definidas pelas autoridades de transporte.

Quanto ao valor económico do mercado, não existe um indicador público único que represente todo o setor dos táxis e TVDE em Portugal. As estimativas disponíveis podem usar critérios diferentes, distinguindo entre serviço de táxi tradicional, reservas por telefone, reservas por aplicação e serviços intermediados por plataformas digitais. Por isso, qualquer valor económico deve ser interpretado como indicador parcial, e não como medida completa de todo o setor.

Quantos taxistas existem em Portugal?

Motoristas, licenças, veículos e operadores não coincidem necessariamente. Um veículo pode ser utilizado por mais do que um motorista em turnos diferentes, enquanto uma empresa ou empresário em nome individual pode estar licenciado como operador de táxi sem que esse número corresponda diretamente ao número de táxis em circulação.

Por este motivo, o indicador mais próximo para estimar quantos taxistas existem em Portugal é o número de motoristas de táxi. Segundo o Anuário Estatístico da Mobilidade e dos Transportes 2024, do IMT, existiam 17.903 motoristas de táxi em 2024. O valor representa uma ligeira subida face aos 17.846 registados em 2023, mas continua abaixo dos 26.984 registados em 2020.

Para exercer a profissão, o motorista deve obter o Certificado de Motorista de Táxi (CMT), emitido pelo IMT. Já a atividade de operador de táxi só pode ser exercida por entidades licenciadas, como sociedades comerciais, cooperativas, empresários em nome individual ou estabelecimentos individuais de responsabilidade limitada.

A distribuição da oferta depende também das regras locais. Os veículos afetos ao serviço público de transporte em táxi estão sujeitos a licença emitida pela autoridade de transportes competente, dentro dos contingentes definidos para cada território. Assim, o número de táxis disponíveis pode variar bastante entre grandes cidades, zonas turísticas, aeroportos, municípios de menor dimensão e áreas com menor densidade populacional.

Quem trabalha no setor dos táxis em Portugal?

O setor dos táxis em Portugal inclui várias figuras profissionais. Entre elas estão os motoristas de táxi, os operadores de táxi licenciados, as centrais de táxi, as cooperativas, as pequenas frotas e os serviços associados à gestão de corridas. A estes somam-se, no ecossistema mais amplo da mobilidade urbana, os operadores e motoristas TVDE, que trabalham segundo um regime próprio.

Para exercer a profissão de motorista de táxi, é necessário obter o Certificado de Motorista de Táxi (CMT). Já a atividade de operador de táxi só pode ser exercida por entidades licenciadas, como sociedades comerciais, cooperativas, empresários em nome individual ou estabelecimentos individuais de responsabilidade limitada.

No caso dos TVDE, o enquadramento é diferente. Os motoristas TVDE trabalham ao serviço de operadores TVDE e através de plataformas eletrónicas licenciadas, nos termos do regime aplicável. Por isso, embora táxis e TVDE respondam ambos a necessidades de mobilidade individual, não devem ser tratados como a mesma atividade.

A organização do trabalho depende muito do território e da procura. Nas grandes cidades, nos aeroportos, nas estações e nas zonas turísticas, a atividade tende a concentrar-se nas horas e períodos de maior movimento. Em municípios mais pequenos, pode estar mais ligada às deslocações locais e à disponibilidade de serviço no território.

As centrais de táxi e as cooperativas continuam a desempenhar um papel importante na coordenação dos pedidos, na relação com os clientes e na organização do serviço. Ao mesmo tempo, as aplicações de reserva e outras soluções digitais criam novos canais de contacto com os passageiros, complementando os modelos tradicionais de chamada ou praça de táxis.

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Quanto ganham os taxistas em Portugal?

O IMT contabilizou 17.903 motoristas de táxi em 2024, mas não publica dados sobre os seus rendimentos. 

Para quem trabalha por conta de outrem, a referência mínima é o salário mínimo nacional, que em 2026 é de 920 € brutos por mês. Para um taxista por conta própria, o rendimento resulta das corridas realizadas, depois de descontados o IVA, os custos do veículo e as contribuições. O novo tarifário da AMT permite fazer essa conta com bastante precisão.

Segue-se um exemplo ilustrativo para um taxista em nome individual numa grande cidade, com os valores transitórios do novo tarifário em dias úteis, durante o dia. O exemplo pressupõe 18 corridas por dia, 22 dias de trabalho por mês, uma média de 6 km e 15 minutos por corrida e metade das corridas pedidas por telefone ou aplicação.

Preço médio por corrida: 2,00 € de bandeirada + 3,48 € (6 km × 0,58 €) + 4,20 € (15 min × 0,28 €) + 0,40 € (suplemento de chamada em metade das corridas) = 10,08 €

Receitas mensais: 396 corridas × 10,08 € = 3.992 €, ou 3.766 € sem IVA (6%)

Custos mensais:

  • Gasóleo (cerca de 3.560 km, incluindo um terço em vazio, a 6 l/100 km e 1,60 €/l): 340 €
  • Prestação ou leasing do veículo: 400 €
  • Seguro: 120 €
  • Manutenção, pneus e inspeções: 150 €
  • Quota da central de táxi: 120 €
  • Contabilidade e faturação certificada: 60 €
  • Segurança Social (21,4% sobre 70% das receitas sem IVA, regra geral dos trabalhadores independentes): 564 €

Total de custos: 1.754 €
Rendimento mensal antes de IRS: cerca de 2.010 €

O resultado muda bastante com os pressupostos. Cada corrida adicional por dia acrescenta cerca de 210 € de receitas mensais sem IVA, e um veículo já pago liberta os 400 € da prestação. As corridas à noite, aos fins de semana e nos feriados têm um preço por minuto mais alto, e nas zonas turísticas as tarifas sazonais podem reforçar as receitas no verão. 

Terminado o período transitório, com os valores de referência de 0,73 € por quilómetro e 0,34 € por minuto, o preço médio da mesma corrida sobe para 11,88 € e as receitas mensais sem IVA para cerca de 4.440 €. O IRS depende do regime fiscal e da situação familiar de cada taxista, pelo que convém fazer a simulação final com um contabilista certificado.

Custos e rentabilidade no setor dos táxis

A rentabilidade de uma atividade de táxi depende da combinação entre custos fixos e variáveis. 

Entre as despesas mais recorrentes estão:

  • Combustível ou carregamento elétrico;
  • Manutenção do veículo;
  • Seguro;
  • Pneus, inspeções e reparações;
  • Quotas de centrais de táxi ou cooperativas;
  • Eventuais prestações de compra, financiamento ou leasing do veículo.

A estes custos juntam-se ainda impostos, contribuições para a Segurança Social e outros encargos profissionais, que podem variar consoante o enquadramento fiscal e contributivo aplicável ao operador ou ao motorista.

Outro elemento importante é o tempo em que o veículo está parado ou percorre quilómetros sem passageiros. As deslocações em vazio e os períodos de espera reduzem o tempo efetivamente dedicado às corridas, embora continuem a gerar custos com combustível, energia, manutenção e utilização do veículo. Por isso, o número de horas trabalhadas não corresponde necessariamente ao número de horas em que o táxi gera receitas.

A procura também varia bastante consoante a zona e o período. Nos grandes centros urbanos, aeroportos e estações podem gerar um fluxo mais constante de passageiros. Nas zonas turísticas, a procura pode concentrar-se nos meses de maior afluência. Em áreas residenciais e municípios mais pequenos, o volume de corridas pode estar mais ligado às deslocações quotidianas da população.

Estas diferenças influenciam a frequência das corridas, os tempos de espera e, por consequência, a rentabilidade da atividade.

Como os serviços TVDE e as plataformas digitais mudaram o setor dos táxis

O crescimento dos serviços TVDE e das plataformas digitais alterou a forma como muitos passageiros procuram, reservam e acompanham uma viagem. Hoje, é cada vez mais comum esperar poder pedir um transporte através do telemóvel, conhecer a localização aproximada do veículo, acompanhar o percurso e escolher métodos de pagamento digitais.

O setor dos táxis também tem vindo a adaptar-se a estas expectativas, através de aplicações de reserva, centrais digitalizadas e sistemas de gestão de corridas. Estas soluções permitem pedir um táxi sem depender exclusivamente de uma chamada telefónica ou da deslocação até uma praça de táxis. No entanto, o funcionamento continua a ser diferente do TVDE, porque o serviço de táxi segue um regime próprio, com regras específicas de licenciamento, organização e operação.

A presença de plataformas digitais também aumentou a atenção dos passageiros a fatores como disponibilidade, tempo de espera, simplicidade da reserva, previsibilidade do percurso e conveniência do pagamento. Para os operadores, a utilização de canais digitais pode trazer novas oportunidades de contacto com clientes, mas também maior pressão sobre preços, margens e custos de intermediação.

Esta evolução está a alterar as formas de acesso ao serviço. Ainda assim, os táxis continuam a desempenhar um papel próprio na mobilidade urbana e turística, especialmente em ligações a aeroportos, estações, hotéis, zonas centrais e áreas onde a disponibilidade imediata do serviço continua a ser relevante.

Tecnologia e pagamentos digitais nos táxis

A tecnologia está a transformar a gestão diária dos táxis e dos serviços TVDE, tornando mais simples a reserva de viagens, a comunicação com os passageiros e algumas tarefas administrativas. As aplicações de reserva permitem pedir uma viagem e acompanhar o percurso, enquanto o GPS facilita a navegação e pode ajudar a gerir deslocações de forma mais eficiente. A estes instrumentos juntam-se sistemas de gestão de corridas e de frotas, úteis sobretudo para centrais de táxi, cooperativas, operadores TVDE e pequenas frotas.

Os pagamentos também estão a tornar-se cada vez mais digitais. Para os passageiros, poder pagar com cartão, pagamentos por aproximação, carteiras digitais ou outros meios eletrónicos aumenta a conveniência da viagem. Para motoristas e operadores, estes métodos podem facilitar a gestão dos recebimentos, reduzir a dependência do numerário e tornar o controlo das transações mais simples.

No caso dos táxis, a modernização dos sistemas de pagamento faz parte do quadro de evolução do setor, incluindo a disponibilização de meios eletrónicos de pagamento. Nos serviços TVDE, o pagamento é processado e registado através da plataforma eletrónica, sendo permitido apenas o pagamento por meios eletrónicos.

A digitalização também está ligada à gestão dos registos e da faturação. Em Portugal, os veículos afetos ao transporte em táxi devem dispor de faturação eletrónica, de acordo com um programa certificado pela Autoridade Tributária e Aduaneira e conectado ao taxímetro, nos termos aplicáveis. Para uma atividade de táxi ou TVDE, ter dados organizados e facilmente consultáveis pode reduzir o trabalho administrativo e tornar mais simples acompanhar receitas, despesas e evolução da atividade.

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Tendências que estão a moldar o setor dos táxis em Portugal

O setor dos táxis em Portugal está a mudar em resposta às novas necessidades de mobilidade, à evolução tecnológica e às expectativas dos passageiros. 

Entre as principais tendências a acompanhar estão:

  • Concorrência e convivência entre táxis e TVDE: os serviços TVDE e as plataformas digitais alteraram a forma como muitos passageiros pedem transporte, com impacto nas expectativas em relação à disponibilidade, ao tempo de espera, à reserva através de aplicações e aos métodos de pagamento.
  • Reservas e gestão digital: aplicações, centrais digitalizadas, sistemas de gestão de corridas e ferramentas de gestão de frotas ajudam a coordenar pedidos, motoristas e veículos de forma mais eficiente.
  • Pagamentos eletrónicos e faturação eletrónica: cartões, pagamentos por aproximação, carteiras digitais e outros meios eletrónicos reduzem a dependência do numerário e podem facilitar a gestão das transações e dos registos.
  • Veículos elétricos e mais eficientes: cresce o interesse por soluções com menor impacto ambiental, embora custos, autonomia, disponibilidade de carregamento e tipo de serviço possam influenciar a adoção.
  • Procura ligada a aeroportos, estações e turismo: estes locais continuam a concentrar uma parte importante da procura, com variações associadas à sazonalidade, a eventos e aos fluxos turísticos.
  • Acessibilidade e necessidades específicas de mobilidade: os táxis podem responder a necessidades de pessoas com mobilidade reduzida, deslocações para consultas, hospitais e outros serviços essenciais.
  • Regulação local e organização territorial: autoridades de transporte, municípios e outras entidades competentes intervêm na organização do serviço, na definição de contingentes e nas regras aplicáveis ao transporte em táxi.

Estas tendências estão a alterar tanto a forma como os passageiros acedem ao serviço como a organização diária dos motoristas, operadores, centrais e pequenas frotas.

Desafios para taxistas e operadores

O setor dos táxis continua a enfrentar algumas dificuldades estruturais. Combustível ou energia, seguro, manutenção, pneus e financiamento ou leasing do veículo têm impacto direto na rentabilidade da atividade.

Outro desafio está no equilíbrio entre a disponibilidade de táxis e a procura local. O número de veículos autorizados depende das regras definidas para cada território e pode não adaptar-se rapidamente às mudanças da procura. Isto pode tornar-se particularmente evidente nas grandes cidades, nos aeroportos e nas zonas turísticas, onde o número de passageiros pode aumentar de forma acentuada em determinados períodos.

A concorrência representa outro fator de mudança. Táxis e operadores têm de responder às expectativas criadas pelos serviços TVDE e pelas plataformas digitais, que permitem reservar uma viagem através do telemóvel e acompanhar informações sobre disponibilidade, tempos de espera e pagamento.

A estes aspetos juntam-se as dificuldades de circulação. Trânsito intenso, restrições de circulação e regras específicas para aeroportos, estações e outras áreas podem aumentar os tempos de percurso e reduzir o número de corridas possíveis. Nas zonas turísticas, a forte sazonalidade também pode criar períodos de procura muito elevada alternados com meses mais tranquilos.

Que perspetivas para o setor dos táxis em Portugal?

O setor dos táxis em Portugal está a atravessar uma fase de transformação, mais do que uma simples fase de crescimento ou contração. A regulação, a digitalização e as novas expectativas dos passageiros estão a mudar a forma como o serviço é organizado, reservado, acompanhado e pago.

Um dos principais eixos desta transformação é a aplicação do regime jurídico do serviço público de transporte de passageiros em táxi, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 101/2023. Este enquadramento atualiza a organização da atividade e reforça a importância das autoridades de transporte na gestão do serviço a nível territorial.

Ao mesmo tempo, o mercado está a tornar-se mais digital. Aplicações de reserva, sistemas de gestão de corridas, pagamentos eletrónicos, faturação eletrónica e ferramentas de gestão de frotas estão a ganhar importância no dia a dia de motoristas, operadores, centrais e pequenas frotas.

A relação com os serviços TVDE continuará também a influenciar o setor. As plataformas digitais alteraram as expectativas dos passageiros em relação à disponibilidade, à simplicidade da reserva, ao acompanhamento da viagem e aos métodos de pagamento. Para os táxis, isto aumenta a necessidade de oferecer um serviço acessível, previsível e fácil de utilizar.

Neste cenário, o futuro do setor dependerá da capacidade de adaptar a oferta à procura, sobretudo em zonas urbanas, aeroportos, estações, áreas turísticas e territórios com menor densidade populacional. Tecnologia, pagamentos digitais e melhor organização do serviço serão, por isso, elementos cada vez mais importantes para manter a relevância dos táxis na mobilidade em Portugal.

Como a myPOS pode apoiar taxistas e pequenas frotas

Para um taxista ou uma pequena frota, gerir pagamentos significa poder receber pagamentos durante as viagens e manter as transações organizadas no fim do dia. A myPOS disponibiliza soluções de pagamento para empresas de táxis, incluindo TPA portáteis que permitem aceitar pagamentos com cartão, pagamentos por aproximação e carteiras digitais compatíveis, consoante o dispositivo e os métodos suportados.

Os terminais portáteis podem ser particularmente úteis para táxis e pequenas frotas, porque não exigem uma caixa ou uma posição fixa. Soluções como o myPOS Go 2 podem ajudar a aceitar pagamentos a bordo do veículo, de forma simples e cómoda para o passageiro.

Para serviços reservados com antecedência, como transferes para aeroportos, viagens empresariais ou serviços combinados previamente, os pedidos de pagamento também podem ser úteis. O operador pode enviar um pedido de pagamento por SMS, e-mail ou aplicação de mensagens, permitindo que o cliente conclua o pagamento online antes da viagem ou à distância.

A gestão digital dos recebimentos pode ainda ajudar a organizar a atividade diária. Através da conta e das ferramentas myPOS, os operadores podem acompanhar pagamentos e transações, verificar movimentos e ter uma visão mais organizada dos recebimentos. Para uma pequena frota, estes dados podem ser úteis para comparar receitas entre turnos, acompanhar reembolsos e facilitar a gestão administrativa, sem substituir os procedimentos contabilísticos e fiscais aplicáveis.

Perguntas frequentes

Além do seguro de responsabilidade civil automóvel obrigatório, uma pequena frota deve confirmar se a apólice está adequada ao uso profissional do veículo e ao transporte remunerado de passageiros. Também pode ser útil avaliar coberturas complementares, como danos próprios, furto, incêndio, assistência em viagem e proteção do condutor. Antes de expandir a atividade para mais zonas ou veículos, convém rever limites, exclusões e condições com a seguradora.

As comissões e eventuais custos associados aos pagamentos digitais representam um custo ligado aos recebimentos eletrónicos. Para avaliar o impacto real, o taxista ou operador deve comparar comissões, custos fixos, prazos de disponibilização dos fundos e valor médio das viagens. Ao mesmo tempo, os pagamentos digitais podem reduzir a gestão de numerário, facilitar o controlo dos recebimentos e tornar os registos mais simples.

É útil registar separadamente receitas, custos fixos e custos variáveis, comparando os resultados mês a mês. Uma previsão de tesouraria baseada em dados de anos anteriores pode ajudar a preparar períodos de menor procura e a reservar liquidez nos meses mais fortes. Para uma gestão mais rigorosa, os registos devem ser reconciliados regularmente com faturas, recibos, movimentos bancários e dados das transações.

As despesas profissionais devem estar documentadas e relacionadas com a atividade. Entre os custos potencialmente relevantes podem estar combustível ou carregamento elétrico, manutenção, seguro, leasing, contabilidade, ferramentas de pagamento e outros encargos associados ao exercício da atividade, consoante o enquadramento fiscal aplicável. Para evitar erros, é recomendável validar a dedutibilidade e o tratamento de cada despesa com um contabilista certificado.

A utilização de sistemas GPS deve ter finalidades definidas, base legal adequada, informação clara aos motoristas e acesso limitado aos dados necessários. Quando a geolocalização permite acompanhar a atividade dos trabalhadores, podem aplicar-se regras de proteção de dados e garantias relacionadas com o controlo à distância. Por isso, é importante limitar a recolha ao necessário, definir prazos de conservação e controlar quem pode aceder à informação.

Os taxistas que trabalham por conta própria devem considerar as obrigações contributivas aplicáveis ao seu enquadramento profissional. A contribuição para a Segurança Social, quando aplicável, deve ser planeada em conjunto com o rendimento previsto, os períodos de maior ou menor procura e as restantes obrigações fiscais. Para decisões sobre contribuições, proteção social e poupança para a reforma, o ideal é contar com apoio de um contabilista certificado ou consultor especializado.

O Regulamento n.º 717/2026 da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), publicado em Diário da República a 9 de junho de 2026, define novas regras nacionais para a formação dos preços do táxi. O preço passa a somar uma bandeirada mais baixa, um valor por quilómetro e um valor por minuto, aplicados em conjunto durante toda a viagem. Desaparecem quase todos os suplementos, incluindo os de bagagem e de animais de companhia, e mantém-se apenas o suplemento de chamada.

O regulamento prevê ainda tarifas sazonais em zonas turísticas, preços mais altos em feriados e datas festivas, uma tarifa própria para veículos com mais de quatro passageiros e a possibilidade de as autoridades de transporte locais criarem tarifas específicas. 

Os valores são atualizados todos os anos, com efeitos a 1 de abril: a bandeirada e o preço por quilómetro acompanham a inflação, e o preço por minuto acompanha a evolução do salário mínimo.

Sim. Em 2026, o primeiro ano de aplicação, o aumento face à tarifa anterior está limitado a 9%, com acompanhamento trimestral pela AMT. As associações do setor consideram o limite ambíguo, porque atualmente as tarifas variam de concelho para concelho e não é claro qual delas serve de referência para o cálculo.

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